← Voltar ao siteUma vida entre a escuta, a palavra e o encontro.
Psicanalista clínico, professor, escritor e pastor. Uma trajetória construída entre a formação, a clínica, o ensino e a busca por compreender o sujeito em sua singularidade.
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PSICANÁLISE · ENSINO · ESCRITACaminhos que se encontram.
O percurso profissional não se separa das perguntas que deram origem a ele. Cada etapa ampliou minha maneira de escutar, estudar e escrever.
Do Rio de Janeiro às primeiras perguntas.
Nasci no Rio de Janeiro em 1977. Minha história se formou no encontro entre a experiência humana, a fé e o interesse pela palavra. Antes da psicanálise ocupar o centro da minha vida profissional, a leitura e a escrita já eram formas de investigar questões sobre a existência, os vínculos e o sentido que damos ao sofrimento.
Aos 17 anos, escrevi meu primeiro livro no campo teológico. Aquele início ainda não anunciava todos os caminhos que eu percorreria, mas já mostrava uma disposição que permanece: estudar com seriedade, elaborar perguntas e compartilhar ideias. Sou também marido e pai de dois filhos; a vida familiar faz parte dessa história.
Uma vocação voltada ao outro.
Sou pastor e teólogo. Minha atuação na Igreja em Santa Lúcia e junto a comunidades e lideranças religiosas trouxe experiências decisivas de ensino, cuidado e convivência. Ao longo dessa caminhada, exerci a presidência nacional da APOIORT — Associação de Pastores, Obreiros e Igrejas em Obra de Restauração — e participei da formação de lideranças em diferentes localidades.
A vida pastoral e a clínica pertencem a campos distintos, com responsabilidades próprias. Em minha trajetória, ambas alimentaram uma pergunta comum: como acolher a história de alguém sem apagar sua singularidade? Essa pergunta me acompanha no estudo, na escuta e na escrita.
“O amor não pode ser um nó, mas um laço.”ELIELBERTH FALCÃO
Escutar para além do diagnóstico.
Encontrei na psicanálise um campo de investigação que exige atenção ao que cada sujeito diz e também ao que ainda não consegue dizer. Hoje atuo como psicanalista clínico, supervisor e analista didata. Minha prática se orienta pela escuta da singularidade, pelo respeito ao tempo de cada pessoa e pela responsabilidade ética que acompanha o trabalho clínico.
Interesso-me especialmente pelas formas contemporâneas de sofrimento: o vazio, a dificuldade de simbolizar, a repetição nos vínculos e os modos pelos quais a experiência pode aparecer no corpo antes de encontrar palavras. Em vez de reduzir uma pessoa a um rótulo, procuro compreender sua história e as possibilidades de elaboração que podem surgir no encontro analítico.
Essa postura também me levou a ampliar minha formação. Desde 2025, curso Psicologia na Universidade Unigranrio–Afya, em Duque de Caxias. A graduação está em andamento e soma novos instrumentos de estudo à minha atuação como psicanalista.
Ensinar é manter a pergunta viva.
O ensino ocupa um lugar importante em minha vida. Leciono Psicanálise, acompanho a formação de novos analistas e participo de atividades de supervisão e discussão clínica. Em instituições como IVP-BRASIL, FAIT, FATEF e CPC, trabalhei temas que atravessam a teoria e a prática: narcisismo, transferência, clínica psicanalítica e psicossomática.
Também atuo na Associação dos Psicanalistas do Brasil (APB), onde exerci funções administrativas, incluindo a coordenação administrativa. A participação institucional faz parte de um compromisso com o diálogo, a formação e a circulação responsável do conhecimento.

A escrita como continuação da escuta.
Escrever é uma maneira de prolongar perguntas que surgem no estudo, na clínica e na vida. Publiquei Psicanálise, Religião e Outros Trabalhos e Narcisismo num Compêndio Clínico, ambos pela Editora Santorini. Em Psicanálise e O Pequeno Príncipe — Uma crítica psicanalítica ao mito de cativar, publicado pela Editora Itapuca, revisito uma narrativa conhecida para interrogar as idealizações do amor e dos vínculos.
Além dos livros, escrevo artigos no blog Psicanalisando em Síntese, hoje também reunidos na biblioteca deste site. Freud, Lacan e outros autores dialogam nesses textos com a clínica, a cultura e as questões do presente. A escrita não pretende encerrar temas: abre espaço para novas leituras.
Conhecer os artigos ↗Uma trajetória ainda em construção.
Minha caminhada reúne a clínica, a docência, a escrita, a formação em Psicologia e a vida pastoral. Não vejo essas experiências como uma lista de títulos, mas como compromissos que exigem estudo permanente e atenção ao outro.
Continuo desenvolvendo pesquisas e projetos de escrita sobre a clínica contemporânea e a obra de Freud. O que sustenta cada novo passo é a convicção de que uma história humana não cabe em respostas prontas. Sempre há algo mais a escutar, pensar e elaborar.