Uma leitura para ir além da superfície.
Objetivando fundamentalmente estabelecer um ponto explicativo sobre a tônica antagônica do pai da Psicanálise Sigmund Freud em relação à Religião, o autor busca descortinar elementos históricos não muito explorados pelos autores contemporâneos em torno das motivações que fizeram o médico radicalizar suas afirmações em torno da Religião.
A obra em foco desconstrói o discurso de que “O Futuro de Uma Ilusão”, escrito em 1927 por Sigmund Freud, é suficiente para colocar em xeque o poder curador da religião em torno das almas lesionadas. Para o autor, não se pode determinar uma verdade impositiva sem que sejam averiguadas questões contextuais e motivacionais em torno do que está sendo dito, ainda que seja este o desejo do expositor.
Para o autor, a motivação primária de Freud não era exatamente extinguir a religião, mas proteger a Psicanálise de uma “apropriação indébita”, tendo em vista o poder da tradição judaica bastante contundente em questões históricas, principalmente nos dias de Freud.
O leitor verá, pelo exposto, que o autor traz à baila o mesmo procedimento de Freud quando protegeu a psicanálise da medicina escrevendo “A Questão da Análise Leiga”, no mesmo período.
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